Caderno de Resumos

GT História do Jornalismo

Coord. Prof. Dr. Marcos Paulo da Silva

  • Resistência na história do jornalismo digital: um comparativo entre o Independent Media Center e a Mídia NINJA 

        Thiago Andrade, mestrando em Comunicação/UFMS 
        Resumo: Poder e resistência são polos inseparáveis e a relação do jornalismo com eles é o tema deste artigo, que analisará os pontos de contato de dois fenômenos históricos de resistência dentro do campo jornalístico. A partir das reflexões dos filósofos franceses Michel Foucault, Gilles Deleuze, sobretudo em sua parceria com Félix Guattari, serão apresentados os conceitos de poder e resistência que correspondem aos planos políticos de maioridades e minoridades. Com isso, pretende-se estabelecer qual é o espaço ocupado pelo Independent Media Center e pela Mídia NINJA em meio um paradigma de conflito social. Mais do que modelos, os objetos dessa pesquisa criaram estratégias para construir novos discursos no seio da comunicação, por meio de ações que subvertem a lógica da grande mídia e abrem espaço para novos atores sociais, garantindo a pluridade necessária ao funcionamento da democracia. 

  • A relação histórica entre o jornalismo e a publicidade 

       Bruno Navarros Fraga, mestrando em Comunicação/UFMS   
       Resumo: Objetiva-se neste artigo contextualizar sobre como se dá ao longo dos séculos a relação entre o jornalismo e a publicidade na imprensa internacional e brasileira, principal suporte midiático histórico para ambos os campos. São apresentadas informações da época em que não havia diferenciação entre notícias e anúncios nos jornais, para então explicar de que maneira esta realidade muda com o passar dos anos e quais caminhos ambos os campos de informação seguem; o que determina os objetivos estratégicos de cada um. O jornalismo busca legitimidade al por meio de um discurso que prega valores como objetividade, verdade, veracidade e imparcialidade. Enquanto a publicidade aposta em elementos artísticos para atrair o leitor - e também potencial comprador - pelas imagens aliadas a um texto que prima por elementos que provoquem sedução. Com o tempo, nota-se entretanto que um se utiliza das ferramentas do outro, seja a publicidade para conferir caráter de legitimidade e veracidade, ou o jornalismo para tornar mais agradável a leitura, por meio da inserção de artifícios estéticos aos textos e layout do jornal. 

  • Investigação de enquadramento jornalístico no caso dos conflitos indígenas em Mato Grosso do Sul 

       Maurício Melo Raposo, Mestrando em Comunicação/UFMS 

       Resumo: O projeto de pesquisa propõe a investigação do enquadramento dos fatos apresentado pelo jornal sul-mato-grossense Correio do Estado que definiram como acontecimento jornalístico o conflito entre produtores rurais e índios no estado do Mato Grosso do Sul, que gerou uma serie de produtos jornalísticos nos meses de agosto, setembro e outubro de 2015. Assim buscamos evidenciar os mecanismos (organizacionais, políticos, ideológicos e culturais) e personagens (jornalistas e fontes) que entram em cena na determinação de um acontecimento jornalístico. Nossa investigação inscreve-se portanto no âmbito de teoria do jornalismo. Partindo da compreensão do jornalismo como construção social de narrativas dos fatos do mundo, utilizaremos o método de analise de conteúdo da mídia. Entendemos que esta metodologia nos ajuda a entender um pouco mais sobre quem produz e quem recebe a noticia e também a estabelecer alguns parâmetros culturais implícitos a logica organizacional por trás das mensagens. 

 

  • O Lugar do Outro na Narrativa Jornalística 

       Moema Guedes Urquiza, Mestre em Educação/UCDB, Mestranda em Comunicação/UFMS 
       Resumo: Como autor/artesão de narrativas, o jornalista narra ações humanas que entrarão para a história. No relato que tecem, esses profissionais muitas vezes são levados pela pauta ao encontro do Outro — ciganos, indígenas, homossexuais, mulheres e homens do campo e da floresta, moradores de rua, negros e tantos outros. Nesse encontro, as narrativas jornalísticas podem ser compreendidas como espaço de fronteira, onde se negociam informações, valores, visões de mundo, saberes, num processo ambivalente e atravessado por relações de poder. Nesse ambiente fronteiriço, muitos Outros são representados pela imprensa diariamente: aqueles que não se “encaixam” no padrão de “normalidade ocidental”. Que lugar este Outro ocupa nas narrativas jornalísticas? O jornalismo, enquanto fenômeno cultural atravessado por diferentes interesses e variáveis, pode limitar-se a narrar a mesmidade ou encontrar brechas/alternativas para propor uma narrativa que considere o Outro em sua diferença. 

 

  • O centenário da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil na imprensa de Campo Grande (MS): um estudo de representações sociais 

        Jessika Souza Corrêa, bacharel em Comunicação Social – Jornalismo/UFMS e Marcos Paulo da Silva, professor doutor/UFMS 
       Resumo: O artigo tem como objetivo analisar como o centenário da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB) foi tratado pela imprensa de Campo Grande (MS) por meio da cobertura dos jornais O Estado MS e Correio do Estado e das emissoras de televisão TV Morena, TV Guanandi e TV MS Record, alguns dos principais veículos de comunicação da Capital sul-mato-grossense. Ao optar pelo estudo comparativo e qualitativo, o artigo, que é uma adaptação da monografia apresentada no trabalho de conclusão de curso, contribui para a compreensão das especificidades da abordagem de cada veículo a partir de uma análise crítica, sob os parâmetros de uma visão normativa, a respeito da publicação de informações quando em pauta esteve o centenário da NOB. Foram analisados 12 materiais jornalísticos publicados no período de maio a outubro de 2014, ano de celebração da efeméride da Estrada de Ferro. A pesquisa problematiza a construção histórica do lema de “desenvolvimento e progresso” estereotipado pela imprensa. Parte-se da hipótese de que apenas os ideais de avanço são ressaltados pela mídia, que muitas vezes não questiona as outras possíveis consequências da chegada da ferrovia a Mato Grosso do Sul. 
 

  • Enquadramento Noticioso: Uma análise da seleção de fontes na cobertura midiática do primeiro ano do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff nas revistas Veja e IstoÉ 

      Raquel de Souza Jerônymo, bacharel em Jornalismo/UFMS e Marcos Paulo da Silva, professor doutor/UFMS 
      Resumo: O artigo é um recorte de um trabalho de conclusão de curso no formato monográfico cujo objetivo foi desenvolver uma análise de enquadramento noticioso da cobertura que duas das revistas brasileiras de maior tiragem, Veja e IstoÉ, fizeram de 2015 com relação ao governo da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT), adotando-se como recorte empírico os meses de janeiro e dezembro. Por meio da análise de uma série de fatores, mas neste artigo especificamente da seleção de fontes, é possível examinar o papel da mídia na construção de representações sociais e sua contribuição como formadora de opinião em diversas áreas. As análises quantitativa e qualitativa visam demonstrar como as escolhas editoriais interferem no conteúdo noticioso e problematizam alguns dos princípios editoriais que regem os veículos escolhidos. De modo geral, é possível afirmar que tanto a Veja como a IstoÉ transmitem por meio de suas escolhas um enquadramento noticioso negativo em relação à presidente Dilma Rousseff, ao seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e ao Partido dos Trabalhadores. Essa tendência não se manifesta somente nos recursos identificados nas matérias analisadas, mas também nas opiniões enfatizadas nos editoriais e nas entrevistas de destaque de cada edição.

 

  • Arquivos de jornal como fontes para a reportagem jornalística: a construção do livro-reportagem Subversivos a bordo: a história do navioprisão Guarapuava em Corumbá (MS) 

       Alline Ribeiro de Gois, bacharel em Jornalismo/UFMS e Marcos Paulo da Silva, professor doutor/UFMS 
       Resumo: Os jornais como fonte de pesquisa historiográfica no Brasil ganharam espaço a partir da década de 1970, impulsionado pela nova vertente discutida por historiadores da terceira geração dos Analles nas décadas finais do século XX, na França. Essa nova vertente de estudo apontava novos rumos e modos de fazer a História, no qual introduzia novos métodos de análise e crítica de documentos. Desde então, os periódicos, no Brasil, têm sido utilizados em vários tipos de produções – teses, dissertações, livros, etc. O objetivo central deste artigo é expor a importância do uso dos jornais como objeto de pesquisa para a construção de um livro-reportagem. Neste caso, a pesquisa baseou-se no estudo do periódico Folha da Tarde, veiculado em Corumbá (MS), em 1964. O periódico deu suporte para o conhecimento de episódios que permeavam a sociedade corumbaense após o golpe civilmilitar de 1964, além de fornecer dados relevantes que não foram registrados em documentos oficiais.  

 

  • Os primórdios do fotojornalismo em Campo Grande (MS) - Origens e gêneros das fotografias dos diários entre as décadas de 1930 e 1960

       Silvio da Costa Pereira, Professor/UFMS; Doutorando em Jornalismo/UFSC 
       Resumo: O presente artigo apresenta conclusões preliminares de um projeto de pesquisa centrado na história do fotojornalismo em Mato Grosso do Sul. Neste relato focalizamos o uso de fotografias nas páginas dos três principais jornais diários da cidade de Campo Grande (MS) entre 1930 e 1969, período em que não havia na cidade profissionais atuando no âmbito do que Sousa (2004) considera fotojornalismo moderno. O trabalho busca identificar os tipos de imagens veiculadas, bem como a mudança no uso deles ao longo do tempo. Procura ainda reconhecer as principais características que marcam o uso das fotografias usadas nos diários, e também identificar as possíveis origens das imagens publicadas. A metodologia empregada abrange pesquisa bibliográfica e documental, bem como análise qualitativa e quantitativa de um corpus selecionado. Conclui-se por um uso bastante disseminado de retratos fechados no rosto, por uma dependência de fontes externas para imagens de cunho mais informativo, e por uma associação direta ou indireta com o trabalho de fotógrafos comerciais.

  • Comemorar e construir discursos e imagens: A gênese de um Mato Grosso do Sul nas páginas de O Progresso e Correio do Estado 

       Vera Lúcia Furlanetto, mestranda em História/UFGD e Marcelo da Silva Pereira, mestre em Comunicação/UFMS  
       Resumo: Este trabalho evidencia a disputa política ocorrida entre Dourados e Campo Grande, no momento da divisão do Estado de Mato Grosso propagada pelos jornais impressos O Progresso e o Correio do Estado em 1977. Permeada pelos interesses das agremiações partidárias que financiavam as duas empresas jornalísticas, os periódicos se empenharam na construção de um Mato Grosso do Sul pelo poder simbólico dado pela enunciação de signos discursivos e não-discursivos. Os meios de comunicação quando utilizados como fontes históricas devem ser compreendidos como difusores de ideologias a serviço dos interesses do grupo ao qual pertencem. Apesar dos princípios de imparcialidade e objetividade serem discursos preconizados pelo jornalismo, a pesquisa demonstra que os textos veiculam a concepção de sociedade que atende à linha editorial do jornal e aos vínculos políticos e institucionais dos proprietários, que compunham as elites locais, resgatando as estratégias de produção de poder simbólico e da representação com o intuito de construir o imaginário político-social sobre a criação de Mato Grosso do Sul e da identidade sul-mato-grossense. 
 

  • Feminização e relações de gênero no jornalismo goiano 

       Ana Maria de Morais, mestranda em Comunicação/UFG e Ana Carolina Rocha Pessoa Temer, professora doutora/UFG 
       Resumo: O jornalismo se tornou uma profissão majoritariamente feminina, conforme mostra a obra ‘Perfil do jornalista brasileiro’ (2013), segundo a qual as jornalistas são 63,7% dos profissionais atuantes no País. O estudo ‘Mulher jornalista’ (2007) mostra que, em 1986, as mulheres jornalistas representavam 36% do quadro de profissionais. Pesquisas sobre desigualdade de gênero têm postulado o reconhecimento da importância da discriminação de gênero para as experiências das mulheres no mundo do trabalho. Outros estudos sugerem que estereótipos de gênero e fatores organizacionais podem contribuir para esta discriminação e a aspiração desta pesquisa é compreender como esses elementos se conectam nas relações de gênero no jornalismo goiano. A pesquisa ‘Mulheres jornalistas e a prática do jornalismo de imersão: por um olhar sem preconceito’ (2014) mostra que as desigualdades prevalecem, tanto em nível das funções exercidas quanto das responsabilidades e dos salários. Para analisar essa situação, a intenção desta pesquisa, ainda em construção, é fazer um estudo comparativo entre profissionais de TV e do impresso em Goiás, objetivando investigar como está a luta pelos direitos paritários em uma profissão que é tida como porta-voz de diversos outros segmentos na busca pela cidadania; como se dá a intersecção entre família e profissão; de que forma a jornalista goiana se vê, como vê a profissão; e se tem a qualidade de vida necessária para a prestação de um bom serviço à comunidade. 

 

  • Discussões preliminares a partir de pesquisas acadêmicas que centralizam a representação dos indígenas na imprensa de MS  

       Lynara Ojeda Souza, mestranda em Comunicação/UFMS e Katarini Giroldo Miguel, professora doutora/UFMS  
       Resumo: O presente artigo busca discutir, de forma teórica e reflexiva, a pretensa representação social feita pela imprensa de Mato Grosso do Sul (MS) acerca da população indígena. Pretende verificar como tem sido a cobertura jornalística sobre o tema e quais discursos são utilizados para a construção dessas representações. Para isso, foram realizados levantamentos bibliográficos em artigos e livros que vinculam a temática indígena e mídia. A partir dessa pesquisa, é possível verificar se a imprensa, que deveria pautar uma discussão democrática e respeitando as especificidades culturais dos povos indígenas, tem cumprido esse papel ou acaba se transformando em um espaço que reproduz as relações de poder da sociedade, com a classe dominante mantendo a força de seu discurso nos jornais e os grupos subalternos se mantendo à margem. Compreender como a imprensa representa a questão indígena sugere fortes indicativos a respeito de como esse tema está sendo interpretado e incorporado pela sociedade. 
 

GT Historiografia da Mídia e História da Mídia Digital

Coords. Profa. Dra. Márcia Gomes Marques; Prof. Dr. Gerson Luiz Martins

  • Dos primeiros impressos aos cibermeios: a conexão de laços sociais e identitários do passado com o presente da mídia douradense 

       Milton Rocha, doutorando em História/UFGD  
       Resumo: O estudo apresenta a evolução histórica da mídia impressa em Dourados, desde os primeiros periódicos que circularam na cidade, na década de 20 do século passado, os que existem atualmente, até o surgimento da mídia digital, em 2.000. Conecta o passado ao presente, por meio da construção histórica da mídia regional e oferece um panorama dos principais cibermeios da cidade, a partir do ciberjornalismo de proximidade, que transcende as fronteiras regionais, ao atingir o ciberespaço. Faz ainda uma reflexão sobre a questão localglobal, articulada pelos cibermeios, nos contextos históricos, social, político e econômico da cidade. O processo metodológico contempla, além de entrevistas em profundidade, referencial teórico de autore brasileiros e estrangeiros sobre o jornalismo regional, ou de proximidade (Peruzzo, 2003; Barbosa, 2002; Dornelles, 2010; López García, 2008; Maciá Mercadé, 1997), perpassa ainda conceitos como “glocal” (Cazeloto, 2007; Trivinho, 2001); globalização (Castells, 1999; Ortiz, 2000), observa a importância da mídia local no fortalecimento dos laços identitários regionais, em uma cidade da região Centro-Oeste brasileiro.

  • O indígena no cinema documental  

       Cid Nogueira Fidelis, mestrando em Comunicação/UFMS e Márcia Gomes Marques, professora doutora/UFMS  
       Resumo: Este artigo problematiza a relação entre o ficcional e o documental, como gênero cinematográfico, a partir da representação dos indígenas em produtos do gênero, produzidos por indígenas e não indígenas. Depois de questionar as interfaces e intersecções entre realidade e ficção no documentário, faz-se um levantamento histórico dos filmes documentário que relacionam a imagem do indígena brasileiro em seus roteiros, discutindo justamente a construção feita da imagem do índio no cinema. No que diz respeito ao cinema realizado sobre os indígenas, sobre suas vivências e experiências, questiona-se o quanto seja possível aceder, através desses produtos, à vivência desses povos, como registro, documento ou expressão de suas vivências.

  • A imagem ideal e a imagem real da cidade  

       Waldson Luciano Corrêa Diniz, professor doutor/UFMS  
       Resumo: O artigo discute as formas como a imprensa tratou o processo de crescimento do narcotráfico na cidade de Corumbá, MS ao longo do século XX. As representações contrárias aos interesses da classe proprietária foram veementemente negadas e o narcotráfico foi associado principalmente aos bolivianos e a indivíduos estranhos à cidade. Pretende-se demonstrar que o discurso da mídia é um discurso de poder que está associado aos interesses da classe proprietária que utiliza a identidade local para defender seus negócios travestidos de interesse geral. O que dizem os jornais e as formas como dizem indicam muitos aspectos das relações de poder estabelecidas no local em estudo, dessa forma o ocultamento e a eufemização podem ser entendidas como estratégias para lidar com um novo problema social.

  • Narrativa historiográfica e a representação da seca e das imigrações do século XX no remake de Gabriela  

       Márcia Gomes Marques, professora doutora/UFMS e Júlia Verena Pereira da Silva, graduanda em Jornalismo/UFMS 
       Resumo: Este trabalho analisa a reprodução dos acontecimentos históricos dentro das narrativas audiovisuais, de modo a entender como esses relatos são aproveitados na narrativa ficcional das telenovelas brasileiras. Propõe-se que as telenovelas de época trazem a proposta de debater e presentificar alguns aspectos sociopolíticos do passado, ao passo que tais conteúdos são tematizados no enredo das personagens. Embora as telenovelas não citem as fontes nas quais a tematização foi embasada, elas possuem papel importante no processo de produção e reprodução de conhecimento. Apresenta-se, neste artigo, reflexões acerca do aproveitamento e registro da história na telenovela de época. Para tanto, analisa-se o remake da telenovela Gabriela (2012), na Rede Globo. Essa telenovela tem como conflitos centrais a passagem do poder municipal de Ilhéus entre grupos rivais e os movimentos migratórios na Bahia causados pela seca e pelo Ciclo do Cacau baiano, no início do século XX.

  • O jornalismo online em Dourados – MS, origem e atualidade  

       Gabriel dos Santos Landa, mestrando em Antropologia/UFGD 
       Resumo: O trabalho tem como principal objetivo divulgar o início do jornalismo online em  ourados – M , identificar quais fatores influenciaram na criação do jornalismo online na cidade, como isto afetou a forma como a população acessa as noticias e entender como a  nternet começou a alterar a forma de se produzir as notícias e   veicular informação.  uscarse-á tamb m evidenciar sobre o que mais se pautavam os jornais online na  poca em que foram elaborados para a mídia online e quais foram os fatores que influenciaram na migração de jornais impresso para a internet. A metodologia utilizada para a elaboração do artigo foi diversificada, foram pesquisadas referências teóricas sobre o assunto e a ele relacionadas. Al m disso, jornais online da cidade foram analisados, seja na sua forma de diagramar a página e suas escolhas para os conte dos disponíveis em suas páginas iniciais, assim como as publicaç es de notícias.  uscando responder perguntas específicas sobre o jornalismo online na cidade, tamb m foram consultados editores-chefes de redaç es jornalísticas que observaram a consolidação e evolução do jornalismo online na cidade.

  • O desenvolvimento da internet e suas relações com o desapego humano   

       Liana Feitosa Ferreira, mestranda em Comunicação/UFMS 
       Resumo: O presente artigo tem o objetivo de refletir acerca da influência do desenvolvimento da internet na vida em sociedade, nas interações pessoais e na presença de manifestações insensíveis e egoístas observadas, principalmente, nas mídias sociais virtuais. A partir da popularização da web, verificada no início dos anos 2000 no Brasil, esse ambiente passou a ser utilizado para trocas afetivas, assim como para a produção e circulação de informações apoiados pela informática. Essa realidade gerou (e ainda gera) modificações na existência humana, alterando sentidos, intensidades e criando novas subjetividades. Diante deste cenário, foi realizada uma revisão bibliográfica com o intuito de apresentar a visão de diversos autores acerca dessa realidade cibercultural, dessas interações no ambiente online e as reações das pessoas - os principais atores dessa história vivida em uma sociedade tecnocêntrica.

 

GT História da Mídia Impressa e História da Mídia Alternativa

Coord. Prof. Dr. Oswaldo Ribeiro

  • O Surgimento da Imprensa em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul   

       Danusa Santana Andrade, mestre em Comunicação/UFMS 
       Resumo: Este estudo resgata, de forma resumida, a partir de pesquisa bibliográfica, o início do processo de instalação da imprensa nos estados de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul, na época Mato Grosso uno. A pesquisa observou que a imprensa do estado - então unificado - surgiu sob o domínio oficial e durante os vinte primeiros anos de atividade passou do poder público à atividade privada, sem deixar de perder vínculo com o governo, que a patrocinava. Outro aspecto observado é que, apesar de a imprensa ter surgido inicialmente na região norte (hoje Mato Grosso), a região sul (hoje Mato Grosso do Sul) alavancou a atividade, pois, depois de Cuiabá, as cidades que despontaram no setor foram Corumbá, Campo Grande e Três Lagoas, todas do atual estado de Mato Grosso do Sul. O estudo, que resgatou fatos importantes da instalação da imprensa nos dois estados, concluiu que esses periódicos surgiram em uma época na qual a maioria dos jornais brasileiros não escondia sua cor partidária, surgia em defesa de uma causa, ou bandeira.

  • A história da imprensa de Mato Grosso do Sul e a construção do perfil do jornal Correio do Estado   

       Mario Luiz Fernandes, professor doutor/UFMS; Amanda Brito Sampaio, mestranda em Comunicação/UFMS e Carolina da Silva Costa, mestranda em Comunicação/UFMS
       Resumo: Este artigo tem como objetivo retratar a história da Imprensa de Mato Grosso do Sul, suas características, fazendo um breve histórico sobre o advento da implantação dos primeiros jornais impressos no estado, a relação com a política, os jornais que permaneceram em circulação, e os mais atuais. Em seguida, nos propomos a construir um perfil do jornal Correio do Estado, descrevendo sua história desde a implantação em 1954, as pessoas que foram responsáveis pelo seu surgimento, a sua vinculação com o partido político UDN, o seu desenvolvimento tecnológico, a administração, as famílias, que estiveram vinculadas na administração do veículo, a dinâmica do fluxo de produção do jornal impresso, as características dos exemplares diários atuais e a sua tiragem.

 

  • Grifo: marcas da primeira revista de Mato Grosso do Sul    

       Mario Luiz Fernandes, professor doutor/ UFMS e Gustavo Teixeira Zampieri, graduando em Jornalismo/UFMS
       Resumo: A revista Grifo foi lançada simultaneamente à implantação do Estado de Mato Grosso Sul em janeiro de 1979, constituindo-se, portanto, na primeira revista do novo estado. Este artigo relata a breve, mas significativa trajetória desta publicação que teve apenas sete edições em um ano de duração. Foi um projeto de jovens jornalistas, em sua maioria paulistas, retratou a realidade e as expectativas dos sul-mato-grossenses dentro de uma nova configuração geopolítica. Complementar à narrativa histórica, este artigo desenvolveu uma breve análise de conteúdo da publicação para avaliar os assuntos mais enfatizados e sua abordagem editorial. Para atingir tais objetivos foi adotado como metodologia a pesquisa bibliográfica e pesquisa documental. Constatou-se que a Grifo desenvolveu um jornalismo notadamente interpretativo que buscou abordar em profundidade as temáticas mais latentes do recém-instalado Mato Grosso do Sul.

  • Ações afirmativas na imprensa brasileira: Veja e o debate sobre a Lei de Cotas (2008-2012)    

       Cleyton Lutz, mestre em Educação/UFGD e Renato Suttana, professor doutor/UFGD
       Resumo: As ações afirmativas foram consolidadas no ensino público federal pela Lei de Cotas, sancionada pela presidenta Dilma Roussef em 2012. As mesmo dela entrar em vigor, o debate sobre a utilização das políticas no Brasil vinha sendo fomentado desde a última década, principalmente a partir da sua utilização em importantes universidades do país. A partir disso, o presente trabalho visa contribuir para a história recente da imprensa brasileira com base na análise do tratamento dado a revista semanal Veja para o tema. Dessa forma, nos valemos do recorte temporal de 2008 a 2012, que permite a compreensão das vozes envolvidas nesse debate. Partindo da análise dos critérios jornalísticos utilizados pela revista, concentramos nossa atenção em três reportagens publicadas no período, que nos permitem compreender o modo como Veja tratou o tema do ponto de vista jornalístico, interagindo no debate público sobre a Lei de Cotas.

  • Folkcomunicação: história da Teoria dos povos marginalizados    

       Letícia Monteiro Rocha, mestranda em Comunicação/UFMS
       Resumo: Este artigo busca descrever de forma concisa a trajetória de Luiz Beltrão, um dos mais respeitados pesquisadores da área de Comunicação Social do Brasil e da América Latina. Toma-se como base a teoria da Folkcomunicação, tese defendida em 1967 para validação da titulação acadêmica em doutor em Comunicação pela Universidade de Brasília, aliás, o primeiro doutor formado em “terra brasileira”. O presente estudo, resgata, por meio de levantamento bibliográfico os principais conceitos relacionados à teoria e os consequentes desdobramentos teóricos que foram produzidos pelos sucessores de Beltrão ao analisarem sob uma nova perspectiva a Folkcomunicação. Esta pesquisa também valer-se- á a princípio, em um estudo exploratório da teoria e a função que a mesma exerce na pesquisa da cultura popular, para posteriormente ser utilizada na contextualização da dissertação de mestrado sobre festa religiosa em Mato Grosso do Sul.

GT História da Mídia Sonora

Coord. Profa. Dra. Daniela Ota

  • Educativa FM 104 - veículo e história em transição    

       Ariane Comineti, mestre em Comunicação/UFMS
       Resumo: A Educativa FM 104 é uma das emissoras educativas em frequência modulada mais antigas de Campo Grande (MS) e foi também, até o início de 2016, a única educativa pública em funcionamento nessa frequência na localidade. Suas atividades foram iniciadas no final de 1994 quando se concretizou a formação de uma radiodifusão oficial do estado de Mato Grosso do Sul com a já existente TV Educativa. A Educativa FM 104 foi concedida para o governo estadual e assim permanece gerida por ele até o momento. A concessão não é ilegal, mas trouxe para a emissora uma característica peculiar, a constante transitoriedade. Por conta de sua estrutura organizacional e das trocas periódicas de governantes e de suas equipes, à emissora restou uma história de interrupções e descontinuidades, que inclusive dificultam a averiguação e a consolidação de sua real história. Este trabalho traz o breve levantamento realizado de 2013 ao início de 2015, para o desenvolvimento de um capítulo sobre a Educativa FM 104 para um livro sobre o rádio em Campo Grande e também de uma dissertação sobre o programa jornalístico Repórter 104. O objetivo é expor, além de partes da rica história da emissora que muito contribuiu para o desenvolvimento do meio cultural/fonográfico regional, as dificuldades de encontrar arquivos históricos e documentos referentes à rádio.

  • Emissoras AM em Aquidauana e Anastácio (MS): Panorama histórico e o processo de Migração

       Helder Samuel dos Santos Lima, mestrando em Comunicação/UFMS e Daniela Cristiane Ota, professora doutora/UFMS
       Resumo: Este trabalho tem por objetivo contextualizar o processo histórico de implantação das emissoras de rádio AM dos municípios de Aquidauana e Anastácio, conhecidos como Portal de entrada para o Pantanal sul-mato- grossense. Além de abordar o processo de fundação e implantação das respectivas emissoras Difusora (1340), Pantaneira (710) e Independente (1020), enfatiza-se o processo de migração para a faixa de FM pelo qual elas devem passar em breve. Durante a pesquisa foram realizados estudos exploratórios com fontes documentais (livros, artigos, imprensa em geral) e entrevistas semi-estruturadas com os atuais e ex-diretores das emissoras.

  • A História do Rádio em Campo Grande

       Daniela Cristiane Ota, professora doutora/UFMS
       Resumo: O artigo pretende abordar a construção do livro “A História do Rádio em Campo Grande”, que retrata a implantação das emissoras de rádio instaladas na Capital sul-matogrossense desde a década de 1930. Histórias que abordam não apenas as rádios, os locutores e os programas, mas que demonstram também a evolução da Cidade Morena, em seus hábitos e costumes. Estão retratadas 14 emissoras entre AMs, FMs, Educativas e Comunitárias. Assim, a produção de relatos históricos se torna importante para que as emissoras e personagens continuem vivos na memória e que as novas gerações conheçam o processo de implantação e de evolução desta mídia.

GT História da Publicidade e  História da Comunicação Institucional

Coord. Profa. Dra. Greicy Mara França

  • Click Verde: A educação ambiental e a valorização do espaço público por meio da fotografia

       Loislaine Rodrigues Sadhas, graduanda em Publicidade e Propaganda/UCDB; Eduardo Perotto Biagi, mestrando em Comunicação/UFMS; professor/UCDB e Elton Tamiozzo de Oliveira, mestrando em Comunicação/UFMS; professor/UCDB
       Resumo: O Click Verde é um projeto do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Católica Bosco, que tem como objetivo a educação ambiental e a valorização do espaço público por meio da fotografia, estimulando um novo modo de comunicar, informar, ver, reconhecer, registrar e divulgar os espaços verdes de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Optou-se pela fotografia como abordagem, pois sempre foi natural o homem registrar o que acontece à sua volta, desde as pinturas rupestres. A prática busca aprofundar o conhecimento dos envolvidos (docentes, acadêmicos extensionistas e público participante) sobre os locais, procurando reconhecer características, necessidades, exigências e peculiaridades, impelindo um novo olhar, uma nova reflexão sobre os espaços públicos, sua relação com a comunidade e sua importância no contexto ambiental da cidade. O projeto não se restringe ao contexto acadêmico e escolar, tampouco somente às questões ecológicas, precisa associar problemas ambientais com os sociais na tentativa de construir um mundo mais justo e igualitário.

  • Histórico do fenômeno publieditorial na revista Saúde em Campo Grande/MS

       Mayara Martins da Quinta Alves da Silva, mestre em Comunicação/UFMS e Greicy Mara França, professora doutora/UFMS
       Resumo: Este artigo demonstra através de uma descrição densa aspectos relativos ao fenômeno do publieditorial, ou anúncio publicitário, em revistas segmentadas de saúde de Campo Grande – Mato Grosso do Sul, tendo como objeto de análise a revista Saúde. Através dos dados do principal veículo da área na região foi possível perceber como os elementos históricos são constitutivos para o uso do publieditorial enquanto estratégia publicitária em Comunicação e Saúde (C&S).

  • A publicidade politicamente correta: O estudo de caso da propaganda de creme para o corpo da empresa Natura

       José Evódio Peres, graduando em Publicidade e Propaganda/Anhanguera; Jefferson Luiz Serra, graduando em Publicidade e Propaganda/Anhanguera; Angela Eveline Santos, mestranda em Comunicação/UFMS; Célio Araujo Júnior, mestrando em Comunicação/UFMS e Thiago Coelho, graduando em Publicidade e Propaganda/Anhanguera
       Resumo: Este projeto traça, brevemente, a história da propaganda e estuda o conceito do "politicamente correto" aplicado à publicidade e à propaganda, analisando uma propaganda que seja um exemplo de expressão politicamente correta. Desenvolve um estudo, por meio de pesquisa exploratória, sobre a propaganda de um creme hidratante feminino para o corpo, da marca Natura, e discorre sobre a história desta marca e a criação do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária. A fim atingir estes objetivos, adotou como aporte as condições de produção do texto e a imagem publicitária em questão. Na peça analisada, existem elementos de linguagem visual e textual que demonstram preocupação em transmitir uma mensagem correta e ao mesmo tempo informativa de acordo com as práticas discursivas na busca da constituição das identidades sociais de gênero, etnia, orientação sexual, faixaetária, profissão, credo religioso entre outros grupos, conforme as orientações da Cartilha do Politicamente Correto e Direitos Humanos, criada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, em 2004.

  • A história da publicidade em Mato Grosso do Sul

       Gabriel F. Soares, mestrando em Comunicação/UFMS
       Resumo: O presente artigo visa compreender as condições históricas que contribuíram para fortalecer e posicionar do mercado publicitário do Mato Grosso do Sul no cenário local e nacional. Conhecer como surgiu a atividade de Publicidade e Propaganda foi o objetivo proposto para entender a relação com o momento em que se configura a divisão separatista do estado do Mato Grosso e seus efeitos. Período esse, que marca a transformação no mapa nacional e grandes mudanças regionais, onde se desenvolveu a economia local com novos mercados e oportunidades. Este estudo resgata a história das primeiras empresas ligadas aos veículos de comunicação antes e depois do período separatista e quais foram os primeiros passos da propaganda no estado, tendo em vista que se tratava de um período escasso de recursos ou profissionais com mão de obra qualificada para atuar na área. A influência que os veículos de comunicação trouxeram no conhecimento da população e a interferência que o surgimento de cursos profissionalizantes contribuiu para a profissionalização do mercado. Foi utilizada pesquisa bibliográfica, levantamento de dados da região e entrevista com profissionais que vivenciaram esse marco na história do estado.

  • Marketing aplicado ao desenvolvimento da pecuária: A raça senepol em Mato Grosso do Sul

       Tarcísio Saldívar Silveira, mestrando em Comunicação/UFMS; Maria Luiza Cáceres, mestranda em Comunicação/UFMS e Eloise Saldívar Silveira, graduada em Engenharia Ambiental/UFMS
       Resumo: Sendo um dos setores mais importantes da economia brasileira, a pecuária tem aberto as portas para um segmento até então deixado de lado pelo produtor rural: a publicidade, que ganha importância frente às decisões que norteiam o setor. Produtores rurais, criadores e associações têm buscado investir e profissionalizar a comunicação e a publicidade com a finalidade de obter mais lucros e rendimentos a partir de seus negócios. Este trabalho dedica-se a mostrar os investimentos e atividades desenvolvidos pela Associação Brasileira de Criadores de Bovinos Senepol, para divulgar a raça e seu desempenho, por meio de ferramentas de marketing e publicidade direcionadas aos produtores. Com números expressivos, o Senepol tornou-se referência em ampliação e divulgação da raça, evidenciando altos investimentos publicitários que demonstram a importância do marketing dentro das estratégias de expansão.

  • Marketing boca a boca: Um estudo de caso no pet shop Bicho Guloso

       Thiago Dharlan Coelho, especialista em Didática e Met. do Ensino Superior/Anhanguera e Ângela Eveline Werdemberg dos Santos, mestranda em Comunicação/UFMS  
       Resumo: Os esforços mercadológicos em qualquer atividade objetivam a consolidação e permanência no mercado. As empresas desenvolvem diversas práticas para conquistarem clientes e, de preferência que sejam fiéis e, também, que conquistem novos consumidores. Dentre os esforços utilizados, existe um que apesar de possuir alto poder persuasivo além de baixo custo, é por vezes completamente ignorado, ou pelo menos, sem ser considerado em todo o seu potencial de atratividade de adeptos. Esta prática é conhecida de muitas formas, tais como “comunicação boca-a-boca”, “comunicação interpessoal” e, mais recentemente, tem sido denominada de “marketing de relacionamento”. Este artigo também enfoca o uso da Psicologia na ação da venda nas empresas. O ato de “entra na mente” do consumidor e persuadi-lo. O artigo a fim de se comprovar, relata-nos como é o marketing empresarial instaurado em Pet Shops, e assim podendo finalizar-se mostrando a aplicabilidade destas teorias ao Pet Shop Bicho Guloso, de modo a pôr em prática a fundamentação teórica enfocada.

GT História da Mídia Audiovisual e Visual

Coord. Profa. Dra. Taís Marina Tellaroli Fenelon

  • Televisão e a copa do mundo de futebol (1970): notas de pesquisa sobre a TV Morena

       Edvaldo Correa Sotana, doutor em Comunicação  
       Resumo: Fundada em 1965 pelos irmãos Ueze, Nagib Elias e Eduardo Zahran, na cidade de Campo Grande, então estado de Mato Grosso, a TV Morena retransmitiu a Copa do Mundo de Futebol, realizada no México, em 1970. Refletir sobre os expedientes utilizados pela TV Morena para retransmitir as partidas do escrete canarinho para Campo Grande (e região) e abordar as manifestações da população em relação aos jogos do selecionado brasileiro são os objetivos centrais da presente comunicação de pesquisa, considerando, igualmente, a proposta do governo Médici (1969-1974) de “congregar os brasileiros” na torcida pela seleção e o papel da televisão para propagar o ufanismo pelo território nacional.

  • De Auschwitz a Campo Grande: a história da TV Imaculada Conceição à luz dos Documentos da Igreja 

       Adamo Antonioni da Silva Insfra, mestrando em Comunicação/UFMS  
       Resumo: À luz dos Documentos Oficiais da Igreja Católica, este artigo tem como objetivo apresentar a mudança do pensamento católico na compreensão dos meios de comunicação social, tendo como estudo de caso a TV Imaculada Conceição, uma emissora religiosa de Campo Grande (MS). Para descrever a história desta televisão é preciso contextualizar dentro do movimento espiritual ao qual ela pertence, a Milícia da Imaculada; bem como, relatar a história do seu fundador, o padre polonês Maximiliano Kolbe, morto no campo de concentração de Auschwitz, durante a II Guerra Mundial. Pe. Kolbe foi um dos pioneiros na utilização dos meios de comunicação para a evangelização, apesar das críticas que enfrentou na época por parte da ala conservadora da Igreja.  

  • Gêneros e Formatos de Programas de TV local de Campo Grande, MS – um breve perfil 

       Taís Marina Tellaroli Fenelon, professora doutora/UFMS  
       Resumo: Este artigo faz parte das reflexões iniciais desenvolvidas no Grupo de Pesquisa Estudos de Televisão do Curso de Jornalismo da UFMS. O trabalho tem como objetivo mapear a produção televisiva local da cidade de Campo Grande, MS a fim de identificar gêneros e formatos a partir da análise de duas emissoras de TV local. Para a análise baseou-se nos estudos e proposta de categorização de formatos televisivos propostos por Yvana Fechine (2001). Para este trabalho foram analisadas as emissoras TV Morena, afiliada à Rede Globo e MS Record, afiliada à Rede Record.

  • A literatura na mídia: adaptação, tradução e ressignificação de textos literários  

       Aline Cristina Maziero, mestre em Educação/UFMS  
       Resumo: Este artigo pretende esboçar uma breve análise de como ocorre a transposição de linguagens de um texto literário para o suporte audiovisual, especialmente o televisivo. Para proceder essa análise, tomaremos como objeto o texto literário O tempo e o vento, de Erico Verissimo, e a minissérie homônima, dirigida por Paulo José e apresentada pela Rede Globo de \televisão em 1985. Nossa atenção recairá primeiro sobre a importância da mídia e o papel dos meios de comunicação de massa para a ressignificação ou reaproveitamento desses textos, considerando a ubiquidade da presença midiática e a existência do que Kellner (2001) denomina cultura da mídia, ao mesmo tempo em que se preocupará com a definição desse processo, a partir da discussão de alguns conceitos recentes de adaptação e tradução. Nossa perspectiva é de valorização de ambos os textos, tanto o literário quanto o audiovisual, considerando que ambos são produzidos em diferentes linguagens, formatos e suportes e possuem contextos de produção/recepção distintos.

  • Saga televisiva: história das televisões de Mato Grosso do Sul  

       Marcelo Vicente Câncio Soares, professor doutor/UFMS  
       Resumo: A história da televisão em Mato Grosso do Sul já completou 50 anos em 2015. A criação do primeiro canal televisivo foi em 1965. Durante esse período ocorreram mudanças tecnológicas importantes, foram apresentados inúmeros programas e muitos profissionais contribuíram para transmitir informação e entretenimento aos telespectadores sul-matogrossenses. É uma longa história rica em detalhes. Este trabalho resgata aspectos da criação das cinco principais emissoras de televisão de Mato Grosso do Sul, que estão sediadas em Campo Grande e afiliadas a redes nacionais. Todas elas transmitem suas programações em canal aberto para o Estado. O texto procura fazer um relato histórico a respeito dessa trajetória televisiva. Revela registros documentais, decretos e leis que deram origem a criação dos canais e cita dados dos primeiros telejornais apresentados em cada emissora. O artigo também aborda as questões politicas que influenciaram na concessão dos canais.

  • Produção audiovisual em mato grosso do sul: Filme comitiva esperança completa 31 anos

       Débora Alves Pereira Cabrita, mestranda em Comunicação/UFMS e Hélio Augusto Godoy de Souza, professor doutor/UFMS 
       Resumo: Para discorrer sobre a produção audiovisual em Mato Grosso do Sul este artigo analisa o filme Comitiva Esperança – uma viagem ao interior do pantanal, lançado em 1985 originalmente com 45 minutos, sendo um dos quatro filmes selecionados e apresentados na 14ª Semana Nacional de Museus em Campo Grande/MS, no período de 16 de maio a 20 de maio de 2016 no Museu da Imagem e Som (MIS) na Capital. A semana teve como tema “Museus e Paisagens Culturais”, motivo pelo qual foram selecionados filmes com a temática Pantanal. O primeiro filme exibido foi Escola das Águas – o desafio Pantaneiro (2014), de Juliana Vicente, seguido de Terra das Águas (2006), de Rosiney Bigatão, na quarta-feira 18, (dia nacional do Museu) foi exibido o documentário Comitiva Esperança (1985), de Wagner Carvalho, e na sexta-feira, fechando a mostra, Planuras (2014), de Maurício Copetti. Este artigo apresentaa os passos utilizados para a produção do filme documentário Comitiva Esperança, tomando como base a palestra do cantor e compositor Paulo Simões, que ao final da exibição explicou ao público como foram os processos de pré-produção, produção, montagem e distribuição do filme. Paulo Simões, junto com cantor e compositor Almir Sater e o maestro e violinista Zé Gomes (falecido em 2009) participaram das filmagens durante uma viagem de 90 dias no Pantanal de Mato Grosso do Sul.

  • Globalização e a história da TV: a tecnologia e a democracia do telespectador  

       Cláudia Regina Ferreira Anelo, mestre em Comunicação/UFMS 
       Resumo: Desde seu surgimento até o período atual, inserida no contexto de globalização e era digital, a televisão se tornou mais democrática? Essa é a principal questão que o artigo pretende discutir. Por meio de uma revisão bibliográfica, o estudo levanta um breve resgate histórico a partir da criação da televisão, passando pelo período da ditadura militar em que houve restrições na liberdade de expressão, até o presente cenário. Ao longo dos anos, a televisão se modernizou. Com o fim da ditadura e início da globalização, o telespectador saiu da condição de passividade e pôde interagir cada vez mais com os programas de TV. Na era de convergência de mídias, a televisão se uniu à internet e com isso, passou a permitir que o telespectador produza e envie conteúdo a partir do próprio celular. Fotos e vídeos chegam de maneira rápida e fácil nas redações com apenas um clique, por intermédio de aplicativos e redes sociais. Mas apesar de todas essas mudanças, as grandes empresas ainda fazem parte de um conglomerado de políticos e empresários ligados ao Congresso que determinam os assuntos que vão ou não entrar na pauta da televisão. Portanto, deve-se discutir em qual aspecto o sistema está mais democrático. Do ponto de vista do telespectador produzir e enviar conteúdo, pode ser que sim. Mas quanto à divulgação (ou não) de uma informação de interesse público como notícia, é um aspecto discutível.